Crônicas
Por que há uma falta de profissionais taquígrafos no mercado de trabalho
Uma constatação: já viram uma criança ou adolescente dizer: “Quando eu for escolher a minha profissão, quero ser taquígrafo”. Não, geralmente é engenharia, medicina, direito, etc...ou seja, ser taquígrafo é “acidente de percurso”. A pessoa está procurando algo que dê dinheiro e qualidade de vida...de repente aparece na sua frente a taquigrafia. Muitos taquígrafos hoje têm formação em várias faculdades, mas acabam fazendo um concurso público na área da taquigrafia geralmente porque ouviram falar da taquigrafia, da profissão, que “ganham bem” e que os profissionais têm “mais qualidade de vida”.
Podemos observar uma procura destes profissionais, nas mais diversas áreas, pela taquigrafia, preparando-se para concursos públicos em taquigrafia. Já nos concursos públicos, não é que seja regra, mas em alguns concursos para taquigrafia, sobram vagas, ou seja, “passam mais vagas que candidatos”.
Em geral, nos editais são colocadas poucas vagas ou até uma vaga. Mas, sabemos que se forem aprovados mais candidatos que as vagas ou a vaga, durante o período de vigência vão sendo chamados os demais candidatos além das vagas propostas no edital. Mas, mesmo assim, há concursos em que o índice de aprovados fica aquém do número de vagas estipuladas. E qual a razão disso? A base de tudo está no ensino da taquigrafia, em como estudar. Por vezes, os critérios do edital são mais difíceis, como provas de língua portuguesa com um índice de dificuldade bastante grande, ditado, na prova de taquigrafia, com velocidade alta. Mas tem acontecido de concursos com uma exigência menor em termos de velocidade da prova de taquigrafia, que o número de aprovados fica abaixo das vagas. E aí o questionamento: qual é o motivo disso?
Bem, infelizmente, muitas pessoas “acordam” para o concurso quando o edital é publicado, aí fica difícil haver uma preparação adequada com espaço de tempo tão reduzido. Também, os estudos, onde nem sempre há um regramento, uma disciplina de estudo, fazer com que a taquigrafia faça parte da rotina do candidato, logo, estudando todos os dias. Nem sempre é feito assim, e os candidatos, em sua maioria, não logram aprovação.
O estudo tem que ser feito preventivamente e não corretivamente, pois a taquigrafia exige disciplina e perseverança, pois a maioria ainda não obedece o seu professor. Geralmente os candidatos aprovados são aqueles que já passaram por um concurso público em que, daquela vez, não tiveram êxito, mas aprenderam com a experiência e, no próximo concurso, estarão mais firmes para enfrentar o certame.
Os concursos estão saindo naturalmente por todo o Brasil. O importante é estar preparado para eles, saber escolher qual órgão público deseja se submeter ao concurso público e direcionar os seus estudos. Somos uma classe pequena, no Rio Grande do Sul não chegam a 200 (duzentos) profissionais taquígrafos na ativa na área pública e isso é muito pouco, e a maioria dos setores de taquigrafia não tem as vagas do seu quadro preenchidas.
O mercado de trabalho está aí, esperando que haja novos profissionais com vontade de desenvolver um bom trabalho, mas, para isso, temos que passar as etapas, as fases de todo o estudo, pois o nosso alfabeto de estudo taquigráfico não é mais a-b-c-d...e sim o-b-d-c...Se for seguida esta orientação, com certeza, não teremos mais vagas sobrando em concursos públicos de taquigrafia. (Prof. Eduardo Trevisan Duarte – Professor Titular do CEST – Centro de Estudos de Taquigrafia).






