Curiosidades

Mais da história da taquigrafia

Olá, Eduardo!
Quanto à relação dos fenícios com a taquigrafia, creio não haver nenhuma.  Pelo menos não li essa menção em nenhum livro sobre a história da taquigrafia.

Os fenícios estão mais ligados à invenção do alfabeto.  Não há nada que os ligue à taquigrafia. Nenhum documento foi deixado, nenhuma menção a um tipo de escrita rápida para registro da fala criado pelos fenícios.

Posteriormente, os gregos, entrando em contato com os fenícios, introduziram inovações essenciais, dando às letras do alfabeto aspectos mais regulares e simétricos, invertendo a direção da letra, etc.  Foram os gregos que  inventaram as vogais.

Alguns chegaram a atribuir a invenção da taquigrafia aos hebreus, pois o Salmo 44 faz menção à “pena de um escritor veloz”.  Mas isso não é prova de que se tratasse de uma verdadeira taquigrafia, pois pode-se escrever rapidamente mesmo com a grafia comum.

Quanto à especulação de alguns de que a taquigrafia teria sido inventada pelos gregos, também não procede, pois não há documentação nenhuma que prove tal fato.  E nenhum historiador grego da época, nenhum escritor grego da época menciona esse fato, que, por si só, é um fato grandioso: a invenção de um tipo de escrita abreviadíssima para registrar a fala de oradores.

Já o sistema organizado de taquigrafia inventado pelos romanos, chamado de “Notas Tironianas”, ou “Abreviações Tironianas”, tem farta documentação.  Os historiadores da época, os escritores, e até os poetas falam nas Notas Tironianas, falam nos “velozes taquígrafos”.

Por isso, melhor do que ficarmos especulando, acho que devemos nos ater aos romanos – pois deles temos farta documentação.

Abraços,

Prof.WaldirCury, diretor do site taquigrafia em foco

O que é taquigrafia e um rápido histórico

A palavra “taquigrafia” vem do grego, ou seja, “taqui”, significa velocidade (rápido) e “grafia”, escrita, logo, é uma técnica de escrita com velocidade por meio de traços geométricos (chamados taquigramas). A técnica é extremamente fonética, ou seja, taquigrafa-se o que se ouve e não as letras, a técnica é totalmente fonética. Por exemplo: a palavra “vereador”, pronuncia-se “veriador”, que é o que é taquigrafado. Outro exemplo, a palavra “pessoal”, é pronunciada “pessuau”, que é como se taquigrafa. Ou  seja, taquigrafa-se o que é ouvido, o som puro e simples e não as letras respectivas das palavras.

Sobre a origem da taquigrafia, há registros que na Antiga Roma, onde por volta de 63 AC, um escrevo liberto chamado “Tiron”, criou as  notas tironeanas, e com ela, taquigrafava as falas do Senado Romano, principalmente as falas do Cônsul, Estadista, Senador e Grande Orador Cícero contra o do Senador Catilina, as famosas “Catilinárias”.  No Brasil, a taquigrafia chegou em 1823, quando o Patriarca da Independência, José Bonifácio, mandou vir de Portugal um professor de taquigrafia, que preparou os primeiros 8 (oito) taquígrafos brasileiros para taquigrafar todos os debates da Constituinte de 1824, para a elaboração da Primeira Constituição do Império no Brasil, a Constituição Federal de 1824, elaborada com base nas notas taquigráficas das discussões daquela Constituinte de 1824.

Existem “n” métodos de taquigrafia, como Duployé, Taylor, Gregg, Marti, Estenital, Maron, Leite Alves, etc. Aqui na Escola o método utilizado é o do Dr. Oscar Leite Alves, onde com 18 traços básicos consegue-se taquigrafar a lingua portuguesa. A taquigrafia é muito utilizada em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Ministério Público e Tribunais, via concursos públicos e na iniciativa privada, como empresas de eventos, pesquisa de mercado, etc.

Ainda hoje chamam a taquigrafia de “estenografia”, que são palavras sinônimas, ou seja, hoje se taquigrafa ou se estenografa, é a mesma coisa.  A técnica utiliza apenas papel (blocos, cadernos ou folhas soltas) e lápis ou caneta. Ainda há uma pequena confusão quando há o pensamento que a taquigrafia usa uma máquina ou computador. A técnica que usa máquina ou computador é a “estenotipia”, que seria uma “taquigrafia mecanizada".
 

Áreas de atuação de um Profissional Taquígrafo

Área privada

Um taquígrafo pode ser utilizado das seguintes formas, em termos de registro de eventos em geral, ficando o trabalho final na forma de Ata (resumida) ou Ata (Notas taquigráficas, já transcrita na íntegra) ou como Anais (registro de tudo que foi dito no evento). Ou também como registro de apoio, no caso de jornalistas ao entrevistar alguém, fazendo a anotação simultânea, a tempo real do que é dito durante a entrevista, ou mesmo no apanhado de uma aula, quando o professor está proferindo a aula e o taquígrafo registra também.

1. Eventos gerais (tudo que precisa ter registro escrito do que é oralmente);
2. Pesquisa de mercado (Discussão de grupo - Pesquisa qualitativa -, Entrevistas em profundidade);
3. Reuniões de Conselhos Deliberativos;
4. Conselhos Fiscais;
5. Seminários;
6. Simpósios;
7. Conferências;
8. Encontros;
9. Escritores (na ajuda de colocar a fala oral ao vivo ou gravada em termos escritos);
10. Debates;
11. Entrevistas;
12. Assembléias-gerais ordinárias e extraordinárias de Conselhos, Sindicatos, Federações, Confederações, Condomínios;
13. Transcrição de programas de rádio, programas televisivos;
14. Transcrições em geral de mídias (CDs, DVDs, MP3 ou qualquer outra mídia) na forma integral ou em resumo (anotações, tópicos principais, essência do evento) de acordo com a necessidade do que for pedido.

Área pública

Por meio de concurso público, o taquígrafo pode atuar no Poder Legislativo (em Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores) e no Poder Judiciário (Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal Federal Regional, Tribunal de Contas, Tribunal do Trabalho, Tribunais Superiores) e Ministério Público.

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